Estive em Rosário e aproveitei para "explorar" amigos.
Adoro aprender coisas, se não posso, coloco o meu filho na linha de frente. Sempre que dá um tempinho, tomo licor com a Dona Zélia (ela é bisneta do Honório Lemes e casada com Seu Júlio Menezes).Seu Júlio tem "apenas" 91 anos e trabalha com couro, faz relhos, rédeas, laços, etc.
Ver Seu Júlio ensinando meu filho a fazer trança de 5 e 6 tentos, foi emocionante. É claro que eu estava "ocupada" com o licor de pêssego que Dona Zélia me serviu mas em casa virei aluna do guri, aprendi direitinho.
Eu tenho que dizer que o Uirassu já sabia trançar com 4 tentos e aprendeu com outro amigo, este de Caçapava, Seu Dorinho com mais ou menos a mesma idade do Seu Júlio. Agora é só eu repassar para os alunos que se interessarem pelo trabalho.
Hoje,16/07/05, com toda aquela chuva, fomos para a escola. As crianças, não muitas, estavam a espera.Foi muito bom! Dançamos, lemos algumas lendas, confeccionamos petecas e apendemos com o professor Mário a jogar pião.Alguns pais se divertiram muito junto com os filhos. Adoro ver, participar e principalmente proporcionar estes encontros onde nada não atrapalha a diversão do grupo.Vou fazer mais vezes.



Gente, eu adoro brincadeiras.
Lembrei de uma que eu adorava. A língua do "PE". Eu ainda sou boa nela.
A brincadeira ou código consiste em colocar a sílaba "pe" antes das sílabas das palavras.
Assim a palavra SAPATO, fica: pe sa pe pa pe to.
Viram pe que pe não pe é pe di pe fí pe cil. Agora é a vez de voces colocarem em prática.
Se souberem alguma brincadeira me mandem. Essa é uma das maneiras de se fazer feliz.
Existe uma dificuldade enorme de conseguir pares para os grupos Xirus.
Além das opções de cada um, existe também adiscriminação, "no grupo xiru só dança velho". E não se dão conta de que se as pessoas que estão dançando ali, mesmo não sendo "jovens", não tiveram medo de tentar aprender, não têm medo de serem julgados e descobriram o que eu acho uma das coisas mais importantes que é : quanto mais se aprende, mais fácil fica para aprender. Se alguém tiver alguma coisa contra ou a favor a este comentário gostaria que entrasse em contato para trocarmos idéias.
Jacuba
Nos idos de mil novecentos e antigamente eu passava as férias na estância do Sota Vento. Lá minha avó e minha madrinha tinham a árdua missão de me “engordar” um pouquinho pois, a criança além de magricela era “enjoadinha” para comer.
Então me foi oferecido um café que além de gostoso, tinha um nome muito estranho. Era a jacuba, que eu adorei.
Passaram-se os anos, chegaram os filhos, que também experimentaram e em conversas com as amigas,ninguém tinha ouvido falar,não tinham provado e pra me deixarem mais decepcionada, algumas diziam “ECA”. Eu parecia um ET. Como ninguém sabia? Eu já achava que tinham criado aquela receita e colocaram aquele nome para me impressionar. Mas nas minhas buscas intensas sobre tradicionalismo, deparei-me maravilhada com um livro do Nico Fagundes onde dizia que a jacuba era uma bebida tradicional do RS. Ninguém pode imaginar a felicidade que eu senti. A MINHA JACUBA EXISTE. Tive vontade de entrar em cadeia nacional e anunciar que ela é real e que continua deliciosa.
A receita eu deixo para a dona Lorena passar aos interessados.
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